quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PV Azevedo no Red Bull Art of Motion Santorini 2012 (Testemunho)

   Como muitos sabem, em Setembro, o Paulo Victor de Azevedo "PV" (Natal - RN) representou o Brasil no Red Bull Art of Motion de Santorini - Grécia. Pela primeira vez a Red Bull lançou um "concurso" em que cada freerunner que desejasse participar do evento deveria enviar um vídeo com suas melhores cenas para a equipe avaliadora da Red Bull, e eles selecionariam 3 homens e 3 mulheres para participarem do evento (além dos atletas já convidados pela empresa). O PV foi um dos selecionados, entre 300 candidatos, e você pode conferir abaixo sua "run" (corrida) no vídeo, fotos de sua participação e o testemunho escrito por ele sobre sua experiência na Grécia. Você pode ler uma matéria mais completa sobre o evento no site da Red Bull Brasil. Louvamos a Deus pela oportunidade e agradecemos a todos que oraram e apoiaram o PV nesse grande momento! 

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Vídeo

Fotos
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Testemunho de Viagem

Eu, o Parkour e Deus - Como tudo começou.
Tudo começou quando aceitei a Jesus há 4 meses e meio atrás. Desde esse dia minha vida mudou por completo, posso contar todas as maravilhosas experiências que me aconteceram ao decorrer do tempo, mas levaríamos dias e dias. Bom, a partir daí o Senhor vem falando de forma grandiosa comigo através da palavra, de pessoas e tudo mais.
No agir de Deus, Ele usava pessoas pra falar comigo, pessoas que nunca vi, e pessoas que sempre estiveram comigo. No fundo do meu coração eu sempre senti que Deus tinha algo comigo através do Parkour, não sabia o que era, mas eu sentia isso muito forte, e mesmo antes de aceitar a Jesus na minha vida e como meu salvador eu sempre buscava associar o Parkour a meu lado espiritual. Até que tudo veio se confirmando cada vez mais e mais, como a mãe de uma amiga minha olhou pra mim e riu, dizendo: “Engraçado, o ministério que Deus preparou pra você não é dentro da Igreja, e sim na rua”. Nesse dia eu associei logo ao parkour, porque é só oque eu faço quando estou na rua (rsrs).
Enfim, outro dia estava numa vigília louvando e orando a Deus com todo meu coração, até que a pastora veio até mim e disse que Deus tinha medalhas pra mim...
Nesse momento eu levantei minhas mãos pra cima e comecei a chorar, porque eu vi que Deus sabe o profundo e o escondido do meu coração, e que Ele se agrada de que eu faça Parkour.
Então comecei a treinar e sentir algo diferente, como se não fosse mais eu me movendo, mas algo dentro de mim. Chegava a ser estranho, eu ficava realmente intrigado, pois meu corpo se movia de uma forma totalmente diferente. Certo dia eu estava no Facebook e vi que estavam abertas inscrições para o Art of Motion Santorini, e tinha certeza que Deus tinha algo pra mim ali. Depois de umas semanas, estava ali o vídeo que gravei em duas tardes ensolaradas e cansativas, onde fiz movimentos que nunca imaginei que faria, pois sentia algo diferente. Enviei meu vídeo e aguardei a resposta, já sabendo que o Senhor tinha preparado algo pra mim, pois acreditei que Deus usou aquela pastora naquele culto.
Passou-se o tempo e nada. Estava bem nervoso, apesar de tudo não perdi a fé. Sabia que Deus iria me abençoar! Tanto que mandei preparar calças e camisas com o nome do Senhor pra eu usar lá - mesmo antes dos resultados.
“Hoje provastes de mim”
Certo dia, estava no meu quarto orando, louvando, lendo a Palavra e me consagrando, e, enquanto lia a palavra do Senhor, ouvi uma voz dizendo pra eu pedir algo. Naturalmente eu liguei o meu computador e rodei o meu vídeo, deixei o som no mudo e rodei um louvor como se fosse a musica do vídeo. Não fazia a mínima ideia do por que estar fazendo aquilo naquela hora, foi um tipo de ato natural, um verdadeiro mover do Espírito Santo. Ajoelhado, prostrado diante do Senhor, me emocionei e disse: “Senhor, apenas lhe peço que, se for da Tua vontade, abençoe cada movimento meu, abençoa esse vídeo, se for da Tua vontade que eu continue fazendo Parkour e que esse seja meu caminho a fazer a tua obra. Abençoa-me Senhor!!!” Então desliguei o computador, fui deixar minha irmã em um aniversário e, quando voltei, ali estava, em meu e-mail, uma carta da Red Bull, me parabenizando e me convidando para participar do Art of Motion em Santorini. Eu apenas gritava “Glória a Deus!!” milhares de vezes bem alto dentro de casa. Meu irmão pulava comigo sem saber oque era, apenas pulava (rsrsrs). Minha mãe coruja saiu ligando para todo mundo para dizer. Mas o mais engraçado foi o meu pai, ele ficou pasmo e sem saber oque dizer, pois dias atrás ele havia dito que iria me arrumar um emprego no parlamento com o governo e tudo mais, mas olhei pra ele e disse: “Não vou não, porque vou começar a viajar e competir fora do Brasil, não teria como eu trabalhar em outro emprego”; Ele disse: “Como é? Como você viajará sem dinheiro?”, eu disse: “Vou de graça”, e ele disse: “Como assim? Está ficando louco? Como você vai fazer isso?”, e respondi: “Deus sabe como”. Mais tarde fui me encontrar com uns amigos e decidimos ir à praia para louvar e orar, e Deus usou um amigo para dizer: “Hoje provastes de mim”. Eu só sei que chorava de alegria e glorificava o nome do Senhor. A partir daí, até o dia da viajem, ansiedade a mil e treinando muito...
Em Santorini
Depois de 30 horas de voos e esperas no aeroporto, finalmente chego a Athenas onde me encontro com a Red Bull e todos os atletas, os 3 primeiros a chegarem junto comigo foram o Tim Shieff, o Kie Willis e o Pip Andersen. Após 1 hora, nos encontramos com todos os outros atletas e juízes, entre eles o Pasha, Zyualev, Slava, Jason e Zyrken. E eu no meio, todo por fora, meio que sem acreditar. Mas foi ótimo para praticar meu inglês, então simplesmente falava e falava o tempo todo (rsrs), esperando uma oportunidade para falar de Deus a todos ali. Até que, finalmente, pegamos outro voo para Santorinni, a cidade mais bela que já vi na minha vida!!! É realmente incrível oque Deus constrói. Fomos então ao Hotel onde começamos a conversar e conhecer uns aos outros. Estava muito cansado, sonolento, mas tão empolgado que não queria ir pro quarto tão cedo. Até que Chistian Harmat liga o som dele e começamos uma batalha de Break, vi que o  Zyulev manda muito nos powermoves, então apelei pro Webster, todos se assustaram, e começamos a girar pelo hotel. Eu, o Jesse, o N-D, Zephyr e Chistian girávamos pelo hotel, enquanto o Jason e o Pasha giravam na piscina. Com o tempo todos cansaram e fomos finalmente nos deitar, virei muito amigo do meu colega de quarto, o Jesse, tanto que dei a ele uma das minhas camisetas preferidas, que foi a amarela que ele competiu, e reforcei os vínculos de amizade com os americanos do Tempest, o Josh e o Corey, que chegaram depois.
Fomos a restaurantes ótimos e a comida grega é fantástica, passeios de barco e um mergulho inesquecível nas águas mais puras e limpas que já vi! Com o passar do tempo, eu me aproximava mais e mais de algumas figuras como o Kevin Fluri, que sempre ria das minhas caretas(rsrsrs), o Luis Alkimin, que nasceu no Brasil e mora em Portugal desde os 10 anos de idade, o Gaetan Bouillet, super gente boa e humilde demais (manda muito, porém estava machucado), o Zephyr, super educado e humilde (diferente do que eu pensava dele), mas Deus ensina-nos a não julgar! A Pamela Foster, que é um doce e foi a pessoa que mais me aproximei e criei um enorme laço de amizade, o Slava (pequeno gangsta russo), Zyulev (caladão) e o Pasha (zoador). Enfim, fiz amizade com todos os atletas e organizadores da Red Bull, como o Nico, a Effie e o Mano (Vulgo Mano Braw) xD. Fui convidado a fazer duas matérias exclusivas para o documentário da Red Bull que vai sair logo mais, uma entrevista no pôr-do-sol famoso de Santorini com o Pasha e o Jason Paul, e outra em um vulcão com o Ryan e o Corey de Meyers.
Era tanta coisa emocionante e fantástica acontecendo que eu só agradecia a Deus toda hora, pois eram sonhos se tornando realidade. Foi minha primeira vez na Europa e segunda vez fora do país, numa posição que tantos almejaram, mas Deus me escolheu para estar ali.

“Deus tem um chamado para todos ali”
Depois de um dia emocionante e muito cansativo (por tanto treino e diversão), ao chegar a noite e a madrugada, alguns foram dormir. Já era tarde, e todos iriam conhecer e treinar no local da competição no dia seguinte. Eu teria que acordar cedo para fazer a matéria no vulcão. Fui ao meu quarto para dormir, e, como de costume, orei, li a Bíblia, mas não consegui dormir. Pedia a Deus uma oportunidade de abrir minha boca e falar dEle às pessoas ali. Então peguei minha Bíblia, com meu computador, o qual tem um nome “JESUS” bem grande na tela, e me dirigi à piscina. Quando cheguei lá, estava o Ryan Doyle, o Anam (Tailandês do Farang), o Jesse e mais alguns. Eles falavam de Deus e certa pessoa que não citarei o nome caluniava e julgava os cristãos, dizia não acreditar em nada e se denominava ateu. Então comecei a pregar a palavra a Eles, e o mais difícil era o fato de ser em Inglês, mas Deus havia me preparado, pois já tinha bastante experiência e domínio da língua. Enquanto falava e falava uns concordavam, outros só se calavam e uma pessoa batia de frente, chega o Joshua Yadon (Gingerbeast), o qual era grande amigo meu, o qual conheci nos EUA e não conseguia dormir também. Ele é cristão desde pequeno e procurava uma igreja nova para congregar. Então falei do meu testemunho a Ele, todas as coisas fora e dentro do Parkour que haviam acontecido comigo. Ele é bastante calado, mas naquele momento o Espírito Santo tomou conta mais e mais dele, e ele foi canal da Palavra do Senhor ali. Fomos dormir sabendo que a semente havia sido plantada no coração de cada uma ali, tanto que eram 4 da manhã quando fomos dormir e o Ryan e os outros se questionaram e debatiam sobre Deus até as 6 da manhã, mais ou menos.
Fomos ao local da competição e treinamos muito! Depois de alguns flows, Websters e Cast Aways bem sucedidos fomos comer e voltamos ao hotel. Estava bem nervoso, pois havia rendido incrivelmente bem no treino, porém algo me dizia que não era a hora ainda, pois Deus havia, primeiramente, de me usar e me por a prova naquele lugar, afinal, é para isso que eu vivo! É para isso que eu fui ali, não para ganhar um mero troféu, nem ficar famoso, e sim para fazer o Senhor ficar mais e mais famoso. Ao me deitar, pus minha música da minha “run” para tocar e fui tentando visualizar minha corrida, de repente fui lembrando de tudo que Deus havia feito por mim, da minha jornada no Parkour, que haviam pessoas me assistindo e que meus pais, finalmente, orgulhavam-se de mim no Parkour. Comecei a chorar e agradeci a Deus.

O dia da competição
Fomos novamente ao local de treino, para treinar 3 horas antes da competição. Acordei com dores muito fortes debaixo dos meus pés, que doíam quando eu andava, nunca havia sentido tal dor tão de repente! Eu já havia pedido à fisioterapeuta para fazer massagem um dia antes. Meu corpo doía, e eu pensava em ganhar, mas algo me dizia que não seria agora. Eu pensava que não poderia perder, porque meus pais deveriam se orgulhar de mim, e, caso não ganhasse, isso não ocorreria. Mas Deus estava me provando, pois existem coisas mais importantes do que medalhas, que é Deus. A camisa que eu vestia dizia: “Eu faço Freeunning pra louvar a Deus”, não para ficar famoso ou ganhar troféis. Eu quero muito viver disso, mas o Senhor diz que se clamarmos primeiramente a ELE, todas as outras coisas serão acrescentadas. ELE sabe o profundo e o escondido do meu coração. Eu era o 12º a se apresentar. Eu orava e pedia a Deus que fosse feita a vontade DELE. “O Slava se apresenta e logo depois sou eu” eu pensava. Sabia tudo oque fazer, faria apenas uma corrida com movimentos simples e com bastante flow. Havia guardado duplos e cast aways pra final. Estava confiante de que pelo menos para a final eu iria. Na hora da minha corrida eu senti algo muito diferente, senti como se uma unção enorme estivesse sobre mim. Eu chorava, mas não deixava que a lágrima caísse, pois havia varias câmeras na minha cara (rsrs), eu apenas dizia em inglês “Glória a Deus”, “Deus abençoe”, “Obrigado Senhor” para todos que estava ali, e vi que estava ali pra fazer jus ao que estava escrito na minha camisa De repente lembrei-me de algo: antes de sair de casa pra ir ao aeroporto, meu Pai, que estava dormindo, quando fui até ele e beijei-o a cabeça e pedi a benção, ele simplesmente segurou minha mão e disse “apenas seja feliz” e voltou a dormir. Então vi que estava ali para ser feliz, porque Deus é comigo e tinha me levado ali para ser feliz e levar a felicidade, então me esqueci de tudo, minha mente ficou vazia e eu comecei a correr e me movimentar. Enquanto fazia o percurso eu gritava e sorria de felicidade por dentro, era algo inexplicável, eu sentia uma vontade enorme de correr e saltar, gritar... Inexplicável... Era algo muito forte, como se eu tivesse força para levantar um carro! Só sei que não lembro de ter feito aqueles movimentos por mim mesmo, foi algo movido pelo espírito dentro de mim, como se eu estivesse transmitindo algo através dos meus movimentos.
Terminei minha volta, eu corria em direção à piscina, estava muito feliz e gritava muito alto “OBRIGADO SENHOR!!”. Os outros atletas me abraçaram e aguardei minha nota na TV. Só lembro de ver um 3, um 9 e pronto, virei minha cara e fiquei decepcionado comigo mesmo. Fui a entrevista quase chorando, muito triste, fiz a entrevista decepcionadíssimo comigo mesmo. As pessoas vinham falar comigo dizendo ser meu fã, e eu sem entender. Eles me abraçavam, queriam fotos, me elogiavam, mas o Pasha, o Jason e o Marcus estavam ali, e, sem que eu entendesse, esses jovens da Grécia vinham falar comigo. Os próprios atletas e o pessoal da Red Bull me elogiavam, e Eles diziam que eu tinha tanto amor, tanta energia e que me movia naturalmente. Minha energia era boa e tudo mais. Eu realmente não entendia. Fui ao banheiro do local onde ocorreu a competição e comecei a chorar decepcionado comigo mesmo. Mas lembrei que estava ali pra fazer a obra do Senhor, não para me vangloriar ou ficar famoso, com um bom dinheiro, ou o que seja. O Jesse Peveril, grande amigo, percebeu que, no hotel, mais tarde, eu estava muito triste, então expliquei-lhe a situação, o quanto é difícil conseguir viver do parkour ou do freerunning aqui no Brasil e que passo por alguns problemas financeiros e, como consequência, a grande pressão dos meus pais para que eu ganhe dinheiro. Por isso eles nunca viram futuro no parkour para mim e me descriminaram muito, mas ele me confortou. Eu me alegrei.
Fomos então a um jantar, e uma festa “consequentemente” (normalmente eu não iria, mas eu realmente senti de ir a essa festa e fui). Chegando lá Deus começou a agir de forma grandiosa, Ele me mostrou que o Zyulev era cristão. Fui até ele, falei sobre a influência que existe na mão de cada um que ali estava, e disse que se Ele usasse uma camisa com o nome de Deus ou de Jesus ele poderia influenciar as pessoas a conhecerem esse Deus maravilhoso e a quererem ser como ele. Vão seguir o mesmo caminho dele. Dei então uma camisa do Gospel Parkour a ele (Zyualev).  A partir desse momento ele foi até algumas pessoas e deu alguns sermões, mostrou o caminho e a coisa certa a eles fazerem. Depois me sentei ao lado do garoto grego que competiu (esqueci o nome dele) e da Pamela, minha melhor amiga naquele local. Quando me sentei entre os dois, eles me ofereceram bebida e eu disse que não bebia. A Pam disse que também era cristã, mas bebia só metade de uma taça, mas eu disse que mesmo bebendo só aquilo eu já me embreagaria, portanto preferi não beber. O outro garoto, o grego começou a dizer que era cristão, mas estava completamente bêbado, e dizendo que temos que acreditar, mas seguir nossos próprios caminhos. Mal sabia ele que estava conversando com um crente firme na rocha que passou os últimos 4 meses da vida dele engolindo a Bíblia dentro do quarto. Dei uma chamada “Metralhada Bíblica” nele, até que ele saiu e comecei a falar com a Pam. Ela contou que toda sua família era cristã, e que apesar de ler sempre a bíblia não vai à Igreja, pois seu pai a força muito a fazer as coisas de Deus e ela se assusta ao ver algumas coisas dentro da Igreja. Disse que não acreditava em certos moveres dentro da Igreja. Contei meu testemunho a ela, falei do sobrenatural de Deus que eu havia vivenciado, coisas como ser curado do meu desvio de Septo dentro do meu carro através de uma mulher que pôs a mão no meu nariz e curou na hora. Depois de tudo isso, fiquei muito feliz, pois Deus tinha feito coisas grandes ali naquele momento, e toda a mágoa de não ter vencido ficou para trás, pois vi o que Deus queria de mim ali naquele meio. Ao entrar no ônibus, no dia seguinte, para me despedir da equipe da Red Bull e me dirigir com os atletas até o aeroporto, as pessoas diziam ter gostado muito de mim. Recebi propostas pra ir a Europa e EUA. Pessoas dizendo que eu chegarei longe, pois eu sou especial. E eu sei, irmãos, que Deus preparou algo para mim, assim como para todos nós. Só precisamos ter fé, sermos fiéis, a Palavra de Deus é viva e eficaz e suas promessas não passarão. Elas sempre se cumpriram a aqueles que creram. E aonde quer que Deus me mande, minha identidade será servo do Senhor, e armadilha alguma calará minha boca, pois vivo pra louvar e adorar a ELE, somente a Ele.
#APAZDOSENHOR
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